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NOTA DE REPÚDIO DA ASSOCIAÇÃO CONTRA CONGELAMENTO DE REAJUSTE DAS APOSENTADORIAS E SALÁRIO MÍNIMO

Se reeleito, Bolsonaro vai congelar salário mínimo e aposentadorias se for reeleito, afirma Paulo Guedes

Acaba de sair a informação, em toda a imprensa nacional, de que o ministro da economia, Paulo Guedes, com a desculpa de baixar despesas do orçamento, vai praticamente zerar o reajuste do salário mínimo, aposentadorias e benefícios como pensões e seguro desemprego.

Numa época em que alimentos básicos e bebidas acumulam inflação de 9,54% no ano, na maior alta para os nove primeiros meses do ano, desde 1994, os reajustes dos salários praticamente congelados podem levar à mais fome.

Hoje, 125 milhões de pessoas, metade da população brasileira, não comem as três refeições diárias necessárias para manter uma boa saúde. Outros 33,1 milhões estão em situação de miséria e passam fome.

A Associação dos Aposentados e Pensionistas de Jundiaí e região vem a público manifestar seu repúdio diante de mais uma medida que aumenta o abismo da desigualdade social em nosso país e lembra que se hoje já existisse essa política econômica, que Paulo Guedes chama de Marco Fiscal, ao invés de termos tido os 10,16% de reajuste pelo INPC (janeiro/2021), teríamos somente 3,5%

Ou seja, uma verdadeira tragédia para as famílias brasileiras.

 

Medida vai levar famílias de aposentados à miséria extrema

Hoje, 70% dos trabalhadores ganham até dois salários mínimos e, se congelar o valor ou reajustar abaixo da inflação, vai haver menor crescimento, deprimindo 2/3 da base econômica do país e trazendo apenas mais pobreza e desigualdade.

Esse arrocho também é uma tragédia para a grande maioria dos aposentados e pensionistas que, com tanto desemprego, acabam sustentando suas famílias com seu benefício. As famílias que dependem das aposentadorias e pensões vão entrar num processo de pobreza e fome.

A Associação lembra que a medida do Ministério da Economia do governo Bolsonaro vai totalmente contra a Constituição, que assegura o poder de compra do salário mínimo.

Idosos, aposentados e pensionistas não terão, com o benefício engessado, como arcar com moradia água, luz, gás, aluguel, cesta básica, além de medicamentos, haja vista o atual governo ter descontinuado políticas públicas de enorme relevância, como a Farmácia Popular.

Infelizmente, nessa atual conjuntura, de alerta máximo, muitos aposentados ainda não enxergam o quão agravante será essa medida já declarada pelo ministro Paulo Guedes, com corte no reajuste dos salários e benefícios. Basta checar que a peça orçamentaria de 2023 já não prevê aumento das aposentadorias.

 

Somos 36 milhões de aposentados e precisamos abrir os olhos para isso!

Já perdemos com o desmonte do Ministério da Previdência  e perdemos demais com as reforma da Previdência e a reforma Trabalhista.

Há seis anos, desde a entrada golpista de Michel Temer, nossos salários estão sendo esmagados e o preço dos alimentos, do aluguel, dos remédios, da gasolina, sobem em disparada a cada mês.

Com os pacotes de maldades do atual governo, estamos empobrecendo sem parar e nossa situação econômica está em queda livre com a política de interrupção de reajuste do salário mínimo.

Mais de 57% dos aposentados, que recebem o mínimo, já estão vivendo em situação de pobreza.

Não podemos nos iludir com um governo que engana os mais pobres, cobra impostos altíssimos e não taxa grandes fortunas.

Precisamos dar um basta nesse processo que deixa o pobre mais pobre e o rico cada vez mais rico.

Passou da hora, aposentados e pensionistas, de abrirmos os olhos!!

 

DIREÇÃO DA ASSOCIAÇÃO DOS APOSENTADOS E PENSIONISTAS DE JUNDIAÍ E REGIÃO