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Primeiro lote de vacina para crianças chega ao Brasil; saiba quando e onde vacinar

Contrariando as falas de Jair Bolsonaro, não há necessidade de autorização médica

A vacinação será em ordem decrescente de idade, com as crianças mais velhas sendo imunizadas primeiro, com prioridade para quem tem comorbidade ou deficiência permanente e para crianças quilombolas e indígenas

Um avião da Latam com 1,2 milhão de doses da vacina Pfizer contra a Covid-19 para crianças de 5 a 11 anos aterrisou no aeroporto de Viracopos, em Campinas, no interior de São Paulo, às 4h48 desta quinta-feira (13).

 

De Campinas, as vacinas seguem para um depósito do Ministério da Saúde em Guarulhos, de onde serão distribuídas pelo estados, que já começam a cadastrar as crianças para receber o imunizante.

A vacinação será em ordem decrescente de idade, com as crianças mais velhas sendo imunizadas primeiro, com prioridade para quem tem comorbidade ou deficiência permanente e para crianças quilombolas e indígenas

Contrariando Jair Bolsonaro (PL), não há necessidade de autorização médica nem mesmo de uma autorização por escrito dos pais, desde que eles estejam na companhia da criança. A segunda dose deve ser aplicada em um intervalo de oito semanas.

A vacinação deve começar já nesta sexta-feira em alguns estados. Em São Paulo, o governo do Estado disponibilizou o agendamento através do site.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), o Brasil tem cerca de 20,5 milhões de crianças nessa faixa etária.

Onde será feita a vacinação de crianças contra a Covid-19?

Da mesma forma que os adultos, a imunização ocorrerá em Unidades Básicas de Saúde (UBS) e postos de aplicação da vacina contra a Covid-19. Alguns Estados discutem oferecer a vacinação infantil em escolas estaduais e/ou municipais, mas a proposta ainda não foi definida. Segundo recomendação do Ministério da Saúde, a vacinação em postos drive-thru deverá ser evitada.

Quais vacinas serão utilizadas?

Até o momento, somente o imunizante da Pfizer foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser utilizado em crianças. O Ministério da Saúde avalia usar a Coronavac, mas o imunizante precisa ser aprovado pela Anvisa.

Fabricante da Coronavac no Brasil, o Instituto Butantan entrou com novo pedido para a aprovação do uso em crianças e adolescentes, de 3 a 17 anos, em 15 de dezembro. O prazo de avaliação da Anvisa ainda não terminou.

Como funcionará a vacinação de crianças?

O Ministério da Saúde abriu mão da exigência defendida pelo governo de pedir receita médica para vacinar crianças contra a Covid-19. No entanto, a pasta sugeriu que pais e responsáveis “procurem a recomendação prévia de um médico antes da imunização”.

Já a Anvisa fez uma lista de recomendações, entre elas que a vacinação das crianças seja iniciada “após treinamento completo das equipes de saúde que farão a aplicação da vacina, uma vez que a grande maioria dos eventos adversos pós-vacinação é decorrente da administração do produto errado à faixa etária, da dose
inadequada e da preparação errônea do produto”.

A vacina pediátrica, no entanto, é diferente da utilizada em adultos, já que a dosagem, a composição e a concentração são outras.

Outra recomendação da agência é que as salas de vacinação sejam exclusivas para a aplicação da vacina contra a Covid-19 na faixa etária. Além disso, crianças deverão ser acolhidas e permanecer no local por pelo menos 20 minutos após a aplicação da vacina, para observação.

 

foto divulgação