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Um ano após Reforma da Previdência, muita gente continua sem receber benefício

Número de requerimentos de aposentadoria, aguardando a liberação, explodiram, deixando o segurado e sua família em situação de vulnerabilidade

Há um ano atrás, em 13 de novembro de 2019, era Promulgado pelo Congresso a Reforma da Previdência, proposta do Governo Bolsonaro com mudanças nas regras previdenciárias, que alteraram o cálculo das aposentadorias e, mais do que isso, o direito do trabalhador contribuinte a se aposentar.

A aposentadoria passou a ter idade mínima de 62 e 65 anos para mulheres e homens que já trabalhavam e contribuíam com o INSS antes da Reforma, além das cinco regras de transição.

Já a Pensão por Morte, se o cônjuge que faleceu era aposentado e/ou não aposentado, foram estabelecidas novas regras para receber o benefício.
As principais alterações vão da idade mínima ao tempo de contribuição, passando pelo cálculo do benefício e as regras de transição.

Sem benefício em plena pandemia

Para piorar a situação, entramos numa pandemia mundial, com órgãos públicos atendendo o mínimo de pessoas de forma digital. Como consequência da pandemia e do descaso do governo federal, o número de requerimentos de aposentadoria aguardando a liberação explodiram, deixando o segurado e sua família em situação de vulnerabilidade. Muitas s vezes sem ter o que colocar na mesa, já que o número de desempregados já superou os 14 milhões no país, sem falar que o mercado dificilmente aceita profissionais a partir dos 50 anos.


Com a promessa do governo Federal de que o sacrifício deveria ser de todos nós, ficamos num navio totalmente à deriva, porque sem um Estado forte, com decisões precisas, ainda mais durante uma pandemia, sem ministro da saúde, a população fica sem rumo e, com tantas fake news, acaba acreditando que a culpa pela alta taxa de desemprego e de empresas fechando é só da pandemia. E não é.

”Aos amigos tudo”‘

É bom lembrar que as aposentadorias dos militares ficaram de fora da Reforma da Previdência e, um ano após a Reforma, os 500 maiores devedores do INSS continuam devendo trilhões aos cofres públicos.

Segundo o Ministério da Fazenda, em 2015, as empresas Vale do Rio Doce, JBS, Itaú, Caixa, Bradesco somavam R$ 426,07 bilhões de dívida. Esta lista foi divulgada em 2017 com valores atualizados pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Passado um ano, nenhum um passo foi dado para recuperar esse valor.


Esse dinheiro é nosso, contribuímos durante nossa atividade laborativa por 30, 35 anos.

Quando profetizamos que a “Luta Continua”, a “Luta não se aposenta”, mas de que forma? Fica aqui a reflexão da nossa entidade para que juntos possamos pensar em formas mais eficazes de lutar contra essa retirada absurda de direitos, vendo nossos impostos indo para o bolso de militares (que já são bem remunerados) e de grandes empresas e de bancos que lucram bilhões, mas mesmo assim demitem centenas de trabalhadores no país durante uma crise sanitária e econômica mundial.

fonte: Diretoria AAPJR