”Sistema financeiro não pode atuar de forma parcial e elitista”, afirma presidente da Associação
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, nesta quarta-feira (19), elevar novamente a taxa básica de juros, a Selic, em 1%, atingindo 14,25% ao ano. A medida reforça o Brasil como um dos países mais caros para se viver e empreender.
Diante desse cenário, a Associação dos Aposentados mantém uma campanha permanente contra as taxas abusivas do Banco Central. A diretoria da entidade manifesta preocupação com o impacto direto dessa alta sobre idosos, aposentados e pensionistas.
“Vemos com grande apreensão esse novo aumento da Selic. Enquanto nossos reajustes salariais não passam de 4%, a escalada dos juros afeta toda a população, especialmente os mais vulneráveis. Muitos idosos que vivem do LOAS perderam poder de compra, e o número de pessoas em situação de miséria, sobretudo entre quem recebe um salário mínimo, só cresce. O sistema financeiro não pode atuar de forma parcial e elitista. Essa política do Banco Central é um erro grave e um remédio amargo demais para os mais necessitados”, afirma Paulo Mendonça, presidente da Associação.
A disparada dos juros tem elevado drasticamente o preço dos alimentos, empurrando ainda mais idosos para a pobreza. Em vez de solucionar problemas econômicos, essa estratégia agrava as dificuldades dos que mais precisam.
A Associação segue firme na luta por uma economia justa e inclusiva, mobilizando-se contra os juros abusivos e pelo fim da autonomia do Banco Central.
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