Entidade acompanhou a mobilização e alerta para o fechamento de agências, demissões e precarização do atendimento à população.
Durante a paralisação dos bancários nesta quinta-feira, 20, a Associação dos Aposentados e Pensionistas esteve presente em apoio à mobilização da categoria e acompanhou de perto a situação nas agências.
Para a entidade, a mobilização chama atenção para problemas que afetam não apenas os trabalhadores, mas também os clientes e toda a população. A redução do número de funcionários, as metas abusivas e o fechamento de agências contribuem para um atendimento cada vez mais precário.
Durante a paralisação, representantes da Associação observaram que muitos clientes recorriam apenas aos caixas eletrônicos e canais de autoatendimento. Para a entidade, “esse cenário reforça a necessidade de preservar o atendimento presencial e os postos de trabalho”.
A diretora executiva da entidade, Fé Juncal, destacou que os bancos exercem uma atividade de interesse público e que a redução das agências e dos funcionários prejudica diretamente a população.
“Os bancos são concessões públicas e precisam cumprir uma função social. Não podemos aceitar o fechamento de agências, a redução de funcionários e a precarização do atendimento, porque quem acaba pagando essa conta também é a população”, afirmou.
Antônio Cortezani, diretor da Associação dos Aposentados e bancário aposentado, também destacou o apoio da entidade às lutas dos bancários e dos aposentados. Para ele, enquanto o mercado financeiro, representado pela Faria Lima, movimenta e lucra bilhões, a Fenaban se recusa a conceder um reajuste adequado aos trabalhadores e ainda tenta retirar direitos históricos da categoria.
“Apoiamos os aposentados e apoiamos as lutas dos bancários. Enquanto a Faria Lima ganha bilhões, a Fenaban se recusa a reajustar os salários e ainda tenta retirar direitos históricos dos trabalhadores”, afirmou Cortezani.
A Associação dos Aposentados reafirma seu apoio à mobilização dos bancários e à defesa de um atendimento bancário de qualidade, com trabalhadores valorizados, direitos preservados e agências funcionando de forma adequada para atender à população.
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