Nosso grande companheiro, que nos deixou no dia 11 de novembro, é reconhecido por sua influência e trajetória de luta

Um dos mais antigos comunistas de Jundiaí, militante de esquerda e co-fundador da Associação dos Aposentados de Jundiaí e Região, Cid de Jesus Tavares, faleceu na última quarta-feira, aos 82 anos. Seu corpo foi sepultado ontem, no Cemitério dos Ipês, entre amigos, militantes e familiares.
Cid era unanimidade entre os associados pelo carisma e dedicação ao trabalho em prol da justiça social. Começou sua atividade sindical ainda jovem, nas fábricas de Jundiaí e, durante a Ditadura Militar, chegou a ser fichado pelo DOPS e perseguido politicamente.
Para o ex-vereador do PT e presidente do Sindicato dos Bancários, Paulo Malerba, Cid era “uma pessoa muito querida, uma referência de dignidade e de luta pelos seus ideias. Sempre disposto e presente na defesa dos direitos dos trabalhadores e aposentados. Seu legado permanecerá para todos nós”, comenta.
Fé Juncal, presidente da Associação dos Aposentados, afirma que a maior qualidade de Cid era ser combativo. “Ele dizia que, em um mundo cada vez mais entrelaçado, a importância da unidade se traduz na capacidade de olhar para o todo e trazer a transformação social, do homem, da vida”.
Cid gostava de ir para as ruas para conhecer a realidade das pessoas. “Ele dizia que se aposentar-se é gerar mudanças, é abraçar uma causa. Cid fará falta em nossas lutas pela justiça social para uma sociedade igualitária. Cid fará falta para o meu aprendizado de luta”, comenta Fé Juncal.
A editora-chefe do Jornal de Jundiaí, Ariadne Gattolini, sobrinha de Cid, afirma que ele era uma figura muito presente na vida de toda a família. “Meu tio sempre esteve próximo a nós todos, nos auxiliando sempre que possível. Era um pai amoroso, com cinco filhos seus e muitos outros que adotou, formalmente ou não, durante sua vida. Era meu amigo, confidente, com um legado histórico inegável. Lembraremos dele sempre com a alegria que viveu, entre risadas, bailes e festa. Não nos cabe tristeza, mas a reverência de quem viveu intensamente”, diz Ariadne.
fonte JJ