No último ano, essas pessoas não foram encontradas em nenhuma base de dados e estão sendo avisadas pelo banco, pelo aplicativo meu INSS ou por uma chamada do número 135.
O INSS começou a convocar mais de 4 milhões de aposentados e pensionistas para comprovarem que estão vivos.
Desde que a regra mudou, em 2022, não é mais o beneficiário que precisa provar que está vivo. Cabe ao INSS fazer essa checagem e isso é feito com o cruzamento de dados fornecidos por órgãos públicos e privados, como bancos, cartórios, unidades de saúde.
E são várias as formas de comprovação como, por exemplo, se o pensionista ou aposentado, nos últimos 10 meses:
- Tomou vacina na rede pública;
- Acessou o aplicativo meu INSS com o cadastro nível ouro no site gov.br;
- Contratou empréstimo consignado com uso de biometria;
- Ou até se foi atendido no SUS.
No último ano, mais de 4 milhões de pessoas não foram encontradas em nenhuma base de dados. Esses aposentados, pensionistas, beneficiários de auxílios de longa duração estão sendo avisados pelo banco, pelo aplicativo meu INSS e também podem receber uma chamada do número 135.
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INSS notifica mais de 4 milhões de beneficiários para fazer prova de vida — Foto: Jornal Nacional/Reprodução
O presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, afirma que o telefone é seguro, mas alerta:
“Primeiro, o INSS não pede dinheiro para ninguém. Todos serviços são gratuitos. Segundo, ele não vai pedir os seus dados bancários, a sua senha em especial. Se você desconfiar quando ligam do 135 para você, que você tem alguma dúvida, desliga e liga no 135. Aí você vai estar em um canal seguro e diga: ‘Olha, me ligaram dizendo que eu tenho que fazer prova de vida, etc.’. E o 135 vai daí poder organizar e passar a pessoa para ser atendida corretamente.”
Ele também ressaltou que os beneficiários vão continuar recebendo pagamento e que ninguém precisa correr para provar que está vivo. Basta movimentar conta no banco, pegar extrato do benefício ou fazer a prova de vida pelo aplicativo meu INSS, por exemplo..
“Se não fizer ato algum, não tem problema, nós vamos expedir o que a gente chama de pesquisa externa e mandar os os nossos servidores irem até as pessoas. A dinâmica é humanizar o atendimento e, para a gente humanizar, tem que estar no centro do pensamento do atendimento não impor aos brasileiros mais burocracia. Então, primeiro, ela não vai ter o benefício suspenso, só quando nós temos a certeza que a pessoa realmente já está morta, realmente não tem mais condição da manutenção do benefício, nós vamos suspender com essa convicção”, acrescenta Stefanutto.