Estrutura criada pelo governo federal vai articular instituições e acompanhar políticas voltadas ao envelhecimento da população brasileira.
O Brasil passou a contar oficialmente com a Rede Nacional de Proteção e Defesa dos Direitos Humanos da Pessoa Idosa. A iniciativa foi formalizada pelo governo federal por meio de uma portaria publicada no Diário Oficial da União na última segunda-feira (15).
A nova rede tem como objetivo unir governos, conselhos, entidades, universidades, movimentos sociais e instituições da sociedade civil para fortalecer as políticas públicas voltadas às pessoas idosas em todo o país.
Segundo o secretário nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, Alexandre da Silva, a proposta é construir soluções que atendam às necessidades específicas de cada município, estado e do Distrito Federal.
“É uma rede que vai se propor a construir aquilo que é necessário para cada município, para cada estado e para o Distrito Federal. A ideia é que gestores, conselheiros, pesquisadores, ativistas, parlamentares e profissionais da Justiça atuem coletivamente para garantir os direitos das pessoas e assegurar um envelhecimento com dignidade”, afirmou.
Entre as atribuições da rede estão acompanhar o acesso das pessoas idosas aos serviços públicos, propor estudos sobre o envelhecimento da população e fortalecer fóruns, movimentos e entidades que atuam na defesa dos direitos da pessoa idosa.
Uma conquista discutida há mais de duas décadas
Vice-presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, Luizão destacou que a criação da rede é resultado de uma discussão que se estende há 26 anos.
“O país envelhece muito rapidamente. Nos próximos dez anos, teremos mais pessoas idosas do que jovens. Por isso, precisamos de políticas públicas sérias e eficientes para responder a essa nova realidade”, afirmou.
Ele também ressaltou a importância de ouvir as pessoas idosas na construção dessas políticas.
“As pessoas não envelhecem da mesma forma. É preciso respeitar as diferenças e reconhecer a contribuição de quem ajudou a construir o país. Mais do que falar sobre as pessoas idosas, é fundamental dar voz e espaço para que elas participem das decisões que afetam suas vidas”, defendeu.
Participação voluntária
A adesão à Rede Nacional de Proteção e Defesa dos Direitos Humanos da Pessoa Idosa será voluntária. Cada instituição participante será responsável pelos custos de sua participação.
A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, em parceria com o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa.
fonte Agência Brasil
