Maioria dos infectados não estava vacinada; Além de sintomas como febre e manchas no corpo, complicações podem incluir pneumonia e encefalite. Doença também enfraquece sistema imunológico
O Estado de São Paulo confirmou 23 casos de sarampo em 2026, segundo dados da Secretaria da Saúde. Entre os infectados, 16 não tinham histórico de vacinação ou estavam com o esquema vacinal incompleto, reforçando o alerta para a importância de manter a caderneta atualizada.
Dois casos foram classificados como importados e deram origem a outras infecções. Até o momento, os casos estão concentrados na capital paulista, em Guarulhos e em São Bernardo do Campo, municípios que apresentam intensa circulação de pessoas e, consequentemente, maior risco de disseminação do vírus.
Diante do cenário, o Ministério da Saúde ampliou a recomendação de vacinação nesses três municípios. Pessoas de 6 meses a 59 anos devem procurar as unidades de saúde para verificar e atualizar a situação vacinal, independentemente do histórico anterior, desde que não tenham contraindicações. A estratégia está prevista durante a Campanha de Multivacinação, realizada entre 3 de agosto e 1º de setembro.
Nos demais municípios paulistas, a orientação é manter a busca ativa de pessoas não vacinadas ou com esquema incompleto e atualizar as doses conforme o Calendário Nacional de Vacinação. Assim, embora a ação indiscriminada esteja concentrada atualmente em três cidades, a prevenção deve ser reforçada em todo o Estado.
Por que o sarampo preocupa?
O sarampo está entre as doenças infecciosas mais contagiosas. Um único caso pode transmitir o vírus para muitas outras pessoas, especialmente em ambientes com grande circulação e baixa cobertura vacinal.
Além da febre e das manchas vermelhas pelo corpo, a doença pode provocar complicações graves, como pneumonia e encefalite. O vírus também pode causar a chamada “amnésia imunológica”, reduzindo temporariamente a capacidade do sistema imunológico de responder a outros agentes infecciosos.
Para interromper a transmissão, a cobertura vacinal precisa ser muito alta. Por isso, a manutenção da vacinação é fundamental mesmo quando o número de casos ainda é relativamente baixo.
Quem precisa tomar a vacina?
De acordo com o Calendário Nacional de Vacinação, a vacina contra o sarampo faz parte da rotina para pessoas de 12 meses a 59 anos. Para crianças e adolescentes de 1 a 29 anos, o esquema prevê duas doses. Entre 30 e 59 anos, uma dose é indicada conforme o histórico vacinal.
Em situações de circulação do vírus, como a atual, crianças de 6 a 11 meses podem receber a chamada dose zero. Essa dose é uma proteção adicional e não substitui as doses previstas posteriormente no calendário de rotina.
E quem tem 60 anos ou mais?
O limite de 59 anos pode causar dúvida, mas não significa que a vacina seja perigosa para pessoas com 60 anos ou mais.
A faixa etária definida pelo Programa Nacional de Imunizações está relacionada à estratégia de vacinação e ao perfil de imunidade da população. O Estado de São Paulo informa que pessoas mais velhas, em grande parte, tiveram contato com o vírus no passado, antes da vacinação se tornar amplamente utilizada, e por isso são consideradas potencialmente imunizadas.
Isso, porém, não significa que uma pessoa com mais de 60 anos nunca possa receber a vacina. A orientação técnica de 2026 prevê que, em situações excepcionais de bloqueio — por exemplo, para contatos de casos suspeitos ou confirmados — pessoas a partir de 60 anos podem ser vacinadas após avaliação individual da equipe de saúde, considerando o risco de exposição.
Por isso, quem tem 60 anos ou mais e não sabe se teve sarampo ou se foi vacinado deve procurar uma unidade de saúde e apresentar a carteira de vacinação para que a equipe avalie a necessidade de imunização.
Vacinação é a principal forma de prevenção
A vacina tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola e está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A recomendação das autoridades de saúde é que a população não espere o surgimento de novos casos para verificar a caderneta. Manter a vacinação em dia é a maneira mais eficaz de evitar a circulação do vírus e proteger principalmente crianças pequenas e pessoas mais vulneráveis.
Em caso de febre, manchas vermelhas na pele, tosse, coriza ou olhos avermelhados, a orientação é procurar um serviço de saúde e informar a possibilidade de contato com alguém com sarampo.
fontes Agencia Brasil, Ministério da Saúde
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