Carta aberta às pessoas idosas: seu voto fortalece a democracia e constrói direitos

Somos mais de 36 milhões de brasileiros e brasileiras 60+. Temos força para exigir compromissos de quem nos representará

 

O Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa (CNDPI), por meio de seus representantes da sociedade civil, divulgou uma carta aberta conclamando as pessoas idosas a participarem das eleições, mesmo aquelas que não têm mais a obrigatoriedade de votar.

A mensagem destaca que o voto é um instrumento essencial para fortalecer a democracia e garantir a defesa dos direitos da população idosa. Hoje, o Brasil reúne mais de 36 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, um contingente capaz de influenciar os rumos das políticas públicas e cobrar compromissos de quem ocupará cargos no Executivo e no Legislativo.

CONFIRA A CARTA NA ÍNTEGRA

Carta aberta às pessoas idosas

O Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa (CNDPI), por meio dos seus representantes da sociedade civil, convida todas as pessoas idosas a participarem das eleições, mesmo que não tenham mais a obrigatoriedade, para, com seu voto, garantir democracia e direitos.

Somos mais de 36 milhões de brasileiros e brasileiras 60+. Temos força para exigir compromissos de quem nos representará.

Exigimos respeito e vida digna.

Por isso, defendemos a eleição para o Executivo e o Legislativo de candidaturas que reconheçam e respeitem as múltiplas velhices em sua prática e que, em suas propostas, defendam:

  • Garantia e efetivação dos direitos previstos no Estatuto da Pessoa Idosa;
  • Fortalecimento das políticas públicas voltadas ao envelhecimento saudável;
  • Ampliação do acesso à saúde integral, à assistência social e aos cuidados;
  • Enfrentamento à violência, ao idadismo, ao abandono, à negligência e à discriminação;
  • Promoção da autonomia, do protagonismo e da participação social;
  • Inclusão digital, educacional, esportiva, cultural e de lazer, favorecendo o aprendizado ao longo da vida;
  • Defesa da acessibilidade, da mobilidade urbana, da moradia e da inclusão nos espaços públicos;
  • Proteção da renda, do trabalho e da previdência;
  • Fortalecimento dos conselhos de direitos e dos mecanismos de controle social, em especial o CNDPI;
  • Apoio às famílias e às redes de cuidado, valorizando a solidariedade intergeracional;
  • Garantia da demarcação das terras indígenas e do pertencimento ancestral;
  • Respeito e garantia de direitos aos povos originários, tradicionais e quilombolas;
  • Garantia de recursos financeiros no âmbito do Executivo e do Legislativo, nas três esferas de governo;
  • Garantia de serviços públicos de qualidade e da efetivação da Rede Nacional de Proteção e Defesa dos Direitos Humanos da Pessoa Idosa (RENADIPI).

Essas políticas defendidas pelo Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa contribuem para a construção de uma sociedade justa, inclusiva e solidária para todas as gerações.